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dezembro 15, 2009 - 10:04 AM / Rafael G.

Cientistas brasileiros desenvolvem estação avançada na Antártida.

Base em funcionamento hoje não fica no continente gelado. Módulo será de PVC e vai usar energia eólica e solar.

AspasEstá na hora de fazermos uma demonstração de força e alçar vôo para o continente”

Expandir a atuação do Programa Antártico Brasileiro para dentro do continente gelado é um sonho recorrente entre os pesquisadores brasileiros que atuam na região.

Desde 1984, o Brasil desenvolve estudos na Antártida, mais especificamente na Ilha Rei George, no arquipélago das Shetlands do Sul, a mais de 3 mil quilômetros do polo sul geográfico. É um dos pontos mais próximos da América do Sul – e está fora do continente antártico.

Projeto da Universidade Federal do Espírito Santo aguarda liberação de verba.

Mas, se depender de estudos da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), essa distância será reduzida. Desde 2007, um grupo do Laboratório de Planejamento e Projetos trabalha no Módulo Antártico Padrão (MAP). “O MAP vai proporcionar que o Brasil assuma uma posição estratégica frente à comunidade internacional. Está na hora de fazermos uma demonstração de força e alçar vôo para o continente”, defende a arquiteta e pesquisadora da UFES, Cristina Engel.

O Módulo está sendo projetado para enfrentar o clima desafiador da área continental, onde as temperaturas são negativas o ano todo e os ventos passam facilmente dos 100 km/h. Uma das principais diferenças entre a base em funcionamento (Estação Antártica Comandante Ferraz) e o MAP é o material usado. Em vez de contêineres metálicos, PVC. “Exige mínima manutenção, tem alta durabilidade, boa resistência à radiação ultravioleta e a técnica de construção é fácil”, acrescenta Engel.

Substituição de contêiner metálico por PVC facilita manutenção; material é mais resistente à radição ultravioleta.

A mudança também resolve um problema ambiental. Na Antártida a corrosão provocada pelo mar é ainda mais intensa que no litoral brasileiro. O gelo marinho é arrastado pelos fortes ventos da região e funciona como uma lixa sobre as paredes de aço de Ferraz. Com isso, os módulos soltam metais pesados que acabam despejados na natureza.

Pelo planejamento da equipe, formada por 35 pessoas, o MAP também terá fontes alternativas de energia, como solar e eólica, reuso de água e equipamentos de consumo eficiente, como temporizadores nas torneiras, vasos sanitários com duplo acionamento e duchas com aerador. Os aparelhos elétricos também teriam selo Procel, que avalia o padrão de consumo energético.

A preocupação ambiental pode facilitar o dia a dia da futura estação. Atualmente, Ferraz consome 320 mil litros de combustível para mover os geradores de energia. Todo esse volume é transportado até lá de navio. Já a água é retirada de dois lagos de degelo. Em 2007 e 2009, houve racionamento de água por causa do prolongamento do frio até a primavera. Com recursos alternativos, o MAP poderia ser autossuficiente, o que possibilita a instalação em qualquer local.

O projeto está em estudo, como parte das atividades da UFES no Programa Antártico Brasileiro, mas sem recursos. O grupo aguarda a liberação de verba para dar seguimento ao trabalho e montar um módulo experimental no Brasil. A ideia é que, depois de testado, ele passe uma temporada ao lado da Estação Antártica Comandante Ferraz e, se aprovado tecnicamente, esteja apto a seguir para o continente, caso o governo brasileiro se interesse pelo MAP.

Fonte: G1

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